Como viajar no tempo

The Passage of TimeImage by ToniVC via Flickr
 A melhor maneira que há de viajar no tempo é visitar lugares onde o tempo parou, onde as coisas ainda são e se fazem como se faziam e eram há muito tempo atrás. Lugares que nos fazem pensar à chegada se o avião ou o carro que nos trouxe não terá entrado misteriosamente noutra dimensão.

Porque o Mundo está repleto de lugares misteriosos e maravilhosos que nos provocam emoções transcendentais, e sem recurso ao sobrenatural, que é talvez uma maneira demasiado redutora e simplista de olhar e viver o Mundo.

Como viajar no tempo?

Viajando!

E viajando pelo mundo vamos não só andar para trás no tempo, mas também para a frente. E depois para trás novamente, e novamente para a frente, porque o Mundo não é só grande, mas também diverso.

E porque esta página trata sobretudo da América Latina, aqui vai uma lista dos melhores e mais bonitos Países para se viajar para trás no tempo:

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Anthony Bourdain "No Reservations" - Making of - Açores



Anthony Bourdain, chef cozinheiro durante 28 anos em Nova Iorque, ficou famoso após escrever Kitchen Confidential: Adventures in the Culinary Underbelly, best-seller do jornal New york Times.
Após o sucesso do livro, veio o sucesso na televisão, onde ele é o apresentador do programa de aventuras culinárias e culturais pelo Mundo - Anthony Bourdain "No Reservations" - , do canal de Televisão Travel Channel, e que já vai na 5 série e é visto por mais de 70 milhões de pessoas em todo o Mundo.

E ontem, dia 26 de Janeiro, estreou nos Estados Unidos o programa dedicado aos Açores.


E a razão porque eu vos digo isto é porque eu estive envolvido em metade do programa, com a responsabilidade de fazer um "guião" para o que o Thony podia lá ir fazer, ver e comer, depois ir aos Açores e preparar tudo para a chegada da equipa de televisão, e depois da chegada, andar com o Thony e a equipa de televisão por todos os lugares planeados, a visitar lugares, família e amigos, a comer, beber e a…beber - sim, eu também fui o anfitrião, - e durante todo este processo a ser o tradutor local e a assistir na produção.

O programa cobre 4 ilhas - São Miguel, Faial, Pico e São Jorge, sendo as últimas três da minha responsabilidade.

E porquê eu? Bem, por duas razões:

1ª - Porque toda a família da minha mãe é originária dos Açores, e eu passei lá quase todos os Verões da minha infância e alguma adolescência.

2ª - Porque a Produtora/Realizadora do programa, Tracey Gudwin, é minha amiga, mora em Berlim, e na festa de aniversário dela no ano passado calhou numa conversa eu dizer-lhe que metade da minha família era dos Açores. A partir daí, foi tudo muito rápido e quando dei por mim estava nos Açores a ver a minha família, juntamente com uma equipa de Televisão.

Ainda não vi o programa, pois a 5ª série ainda só está a passar nos Estados Unidos, mas pelos comentários que li e ouvi, parece que as pessoas gostaram do programa.

Quanto a mim, foi a minha primeira experiência em televisão. O que mais gostei foi de conhecer toda a equipa de filmagens, de ver como eles trabalham de uma forma tão profissional e divertida, de estar envolvido no processo com a stressante mas satisfatória responsabilidade de garantir que tudo estava preparado antes e durante, ao mesmo tempo que andava a ser filmado a mostrar os Açores ao Thony.

E se a minha contribuição teve algum mérito no resultado final do programa, é graças ao apoio da minha família, em especial do meu tio Mário, que por ser a personagem que é, pela sua ajuda na preparação do programa, pelos seus conhecimentos e ideias, possibilitou que cenas sonhadas pudessem ser realizadas. Obrigado Marinho!

Eu e o Thony na marina da Horta, no Faial.

Almoço de família filmado no Faial.

Eu, o Thony e o meu tio Mário numa cena dentro do Peter Café Sport, na Horta, a beber os famosos Gin Tónicos.



Da esquerda para a direita, tio Mário, Thony, Norberto e eu, numa cena filmada na Adega do Norberto, no Pico.

A ida à Fajã de Santo Cristo em São Jorge proporcionou cansaço, adrenalina e algumas dificuldades técnicas, mas foi para mim a melhor cena, pela aventura, bela beleza da paisagem e sem dúvida a melhor refeição do programa.


Podem ver durante esta semana um pequeno vídeo no site, que mostra uma cena dum jantar cozinhado pelo meu tio Mário, junto aos barcos de pesca, no que foi uma noite bem divertida...


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Viajar é viver lentamente uma vida mais rápida, num Mundo onde o tempo não tem importância nenhuma

Quando andamos perdidos, a vagabundear de um lugar para o outro ao sabor do vento, da vontade e do momento, vivemos intensa e saborosamente cada pequeno pedaço, cada pequena história. E eu não conheço outra forma de vida que nos dê tantos pedaços e tantas histórias de uma forma repetida e constante como quando vagabundeamos, onde o dia que sucede ao outro apresenta-nos a monotonia de mais uma novidade.
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Em relação aos últimos comentários

Obrigado Vania e Vasco, pelas vossas palavras. Não sei o que dizer, a não ser que fico emocionado; :) Eu sou um ser sensivel. :) E eu não preciso das vossas palavras para sentir o desejo de continuar, mas elas de facto acrescentam uma vontade extra.

 Estou já há quase 3 meses em Berlim, mas ainda me sinto em viagem. Primeiro por que não estou em Portugal, ou seja, não tenho o sentimento de ter voltado a casa; e segundo, porque estou num lugar onde não entendo o que as pessoas dizem - mas por pouco tempo, pois já vou com quase 4 semanas de curso intensivo de Alemão.

E por enquanto aqui vou ficando, até quando for; e cada vez gosto mais da cidade. Estive a primeira vez em Berlim em 2001, num InterRail que fiz com um amigo, e apaixonei-me imediatamente pela cidade; devido a essa paixão, voltei em 2003... ou 2004!?, não me recordo agora, para um curso intensivo de Alemão, embora o meu curso tenha sido um pouco mais intenso em Berlim que em Alemão. E foi devido a esse amor que decidi voltar a Berlim e ter a experiência de cá viver.

Não sei ainda o que fazer com o blog. Será que o deixo como está, ficando um lugar onde as pessoas podem ver um pouco da América Latina e da minha viagem por lá? Ou será que continuo, com novos textos dos lugares por onde andei e ando, continuando a saga dum gajo que por aí anda, apaixonado pela liberdade e pela vagabundagem?

No entanto tenho a ideia de fazer uns textos sobre Berlim, ou mesmo um novo blog, pois a cidade é ainda desconhecida para muita gente, embora ela esteja cada vez mais na moda. A cidade é grande e tem muita coisa para ver e para fazer, com várias maneiras também de o fazer. Assim faria talvez uns textos na mesma linha dos que aqui tenho, possibilitando a quem não pode o poder "viajar" um bocadinho, e tentarei ser um pouco mais especifico e prático para ajudar um pouco quem pretende cá vir.

E era mesmo isto...parece que precisam de mim para ir beber uma cerveja (deliciosa esta cerveja Alemã).

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Percorrendo a América Latina numa viagem solitária por 16 Países


No dia 2 de Dezembro de 2006 saí sozinho de Portugal em direcção a São Paulo, no Brasil, com bilhete só de ida, e com a única intenção de sair em viagem. Este blog é sobre os registos das minhas viagens, e sobre um gajo que aparentemente não sabe bem o que anda a fazer, embora eu acredite que eu saiba, ou melhor, que cada vez vou sabendo melhor.



Neste momento estou a viver em Berlim, com a minha namorada que conheci e me apaixonei em viagem.

O que até agora podem ver no blog é a minha viagem pela América Latina, num trajecto solitário por 16 Países, ilustrado no mapa

Rota da viagem:


Alcobaça, Porto (Portugal), São Paulo, Curitiba, Morretes, Paranaguá, Ilha do Mel, Curitiba, Foz do Iguaçu (Brasil), Cidade do Leste (Paraguai), Foz do Iguaçu (Brasil), Pousadas, Concordia (Argentina), Salto (Uruguai), Concordia, Buenos Aires (Argentina), Piriápolis, Montevideo(Uruguai), Buenos Aires, Puerto Madryn, Trelew, Puerto Madryn, Rio Gallegos, Ushuaia, Rio Grande (Argentina), Puerto Natales, Parque Nacional Torres del Paine (Chile), El Calafate, Parque Nacional Perito Moreno, El Chalten, Parque Nacional Los Glaciares, El Calafate, Bariloche (Argentina), Valdívia, Pucon, Santiago, Valparaiso, Santiago (Chile), Mendoza, Salta (Argentina), Villazon, Uyuni, Oruru, La Paz (Bolivia), Cusco, Machu Picchu, Cusco, Lima, Piura (Peru), Loja, Alausi, Riobamba, Quito (Equador), Bogotá, Zipaquíra, Bogotá, Salento, Medellin, Santa Marta, Taganga, Cartagena (Colômbia), Cidade do Panamá, Bocas del Toro (Panamá), Puerto Viejo, San José (Costa Rica), Granada, Laguna de Apoyo, Manágua (Nicaragua), (Honduras), San Salvador (El Salvador), Antígua, Lago Atitlán -San Pedro, San Marcos, Panajachel -, Chichicastenango, Antígua, Flores, Tikal, Flores(Guatemala), Belize City, Caye Caulker (Belize), Chetumal, Cidade do México, Teotihuacan, Cidade do México (México), Herford, Bielefeld (Alemanha), Alkmar, Zaandvoort(Holanda), Herford, Hamburgo (Alemanha), Alcobaça (Portugal), Herford, Berlin,...(Alemanha)
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Da América Latina para o Velho Continente

Após uma semana na cidade do México despedi-me da América Latina, apanhando o avião para Frankfurt na Alemanha.

A viagem não foi triste, porque sabia que não estava a voltar para Portugal, o que seria um regresso a casa e a todas as coisas familiares, coisa que não queria fazer.

Gosto do meu País, das suas pessoas, da minha familia e dos meus amigos. Mas a minha ânsia pelo desconhecido, de levantar asas e voar, de sentir o vento na cara e a liberdade de descobrir e conhecer, e de me rodear de pessoas que não conheço ainda não acabou.

Os últimos tempos em Portugal, antes de sair em viagem, foram-me penosos; sentia-me preso e a minha alma estava triste, porque não me sentia onde devia estar. E talvez por o tempo ter sido longo antes de sair, tenha criado quase um ressentimento com Portugal. Isto porque apesar de lhe ter amor, não me sinto lá bem. Talvez ainda não me tenha encontrado, mas hoje sinto-me bem.

Obrigado a todos os que me acompanharam pela América Latina. Não sei bem o porquê de ter começado a fazer o blog; no entanto, depois de o começar senti-me impelido a continuar, o que acabou por me tirar tempo, algum dinheiro, e principalmente fizeram-me viajar de uma outra forma. Eu antes não tirava fotografias; na última viagem de mochila às costas que fiz sozinho antes desta, em dois meses pela Europa de Leste, no ano de 2003, comprei uma máquina fotográfica descartável de 34 fotografias; quando regressei não tinha acabado o rolo. Mas havia uma razão. O facto de viajar era mais que um gosto, era uma necessidade, era a adrenalina da liberdade. E muitas vezes eu apenas queria sentir o vento na cara e passar o mais despercebido possivel.
Estou convicto que há muitos lugares que estive e que não me recordo e em que não posso me desculpar pela minha fraca memória, nem mesmo pelo facto de não pensar nas viagens que fiz, mas apenas nas que vou fazer. O facto era que eu muitas vezes passava pelos lugares apenas por passar, eu apenas queria ter o prazer e o alívio do movimento...

Desculpem-me todos os meus amigos e familia, por este meu "eu" distânte.
E desculpem-me os leitores pelas fotografias não serem as melhores que já viram, mas apenas as melhores que já me viram fazer.
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Teotihuacán, as ruinas mais impressionantes do México

View of the Avenue of the Dead and the Pyramid...Image via Wikipedia
A 50 kilometros a Norte da Cidade do México, fica o que é considerado um dos locais arqueológicos mais impressionantes do Mundo.

E já agora, e porque eu sei que querem saber a minha opinião, eu acho que é um lugar impressionantezinho (tenho dificuldades em usar a palavra impressionante em qualquer coisa que não seja seios grandes de uma mulher).

Mas sem dúvida que este lugar merece a nossa visita, se por acaso andarmos pelas redondezas da Cidade do México; diria até que é uma visita obrigatória.

Eu sei que podem consultar a história na internet, para quem está interessado, mas eu vou deixá-la aqui na mesma, numa versão simples e curta, não porque eu pense que vos tenha de educar, mas porque de facto eu não estou a pensar muito nisto, e como às vezes ponho a história dos lugares, vou pôr agora aqui também. No fundo, sou carneiro de mim mesmo.


Teotihuacán, a História:

A informação para a construção da história deste lugar tem por base as inúmeras escavações que aqui se fizeram.
Teotihuacán surgiu como um novo centro religioso mais ou menos na época de cristo (o jesus). No entanto, os tempos iniciais não estão claramente entendidos. Os dados arqueológicos mostram que os anos 1-200 A.D foram caracterizados por grandes construções, e que a cidade rapidamente se tornou o maior e mais populoso centro urbano do Novo Mundo.
Com o seu grande desenvolvimento, a cidade tornou-se um centro de influência, havendo registos desse facto em vários outros lugares da América Latina. No seu auge, a cidade chegou a ser a 6 maior do Mundo, com uma população de mais de 125000 pessoas, e permaneceu um grande centro urbano até ao seu misterioso e súbito colapso, possivelmente no século sete.

 Curiosamente, o nome Teotihuacán foi dado à cidade vários séculos após o seu desaparecimento, pelos Aztecas, e que em Nahuatl significa "lugar dos deuses". O nome inicial da cidade, os seus habitantes e a lingua falada na altura são ainda hoje completamente desconhecidos.

Há várias maneiras de chegar a Teotihuacán: podemos ir por nossa conta de autocarro, ou podemos ir num tour organizado; e ainda podemos ir de Taxi, com o Rafael e o El Galleto! :) como foi o meu caso.

E aqui vai:À entrada encontramos este placar com o mapa do lugar, dando-nos a indicação dos diferentes templos.
Explico rápido; há 3 áreas principais: a Cidadela, a Pirâmide do Sol, e a Pirâmide da Lua. E todos conectados pela Calçada dos Mortos.Aqui temos a Cidadela.
Aqui vemos ao fundo, dentro da Citadela, o Templo de Quetzalcoatl (e nem mesmo com um amigo paciente Mexicano vocês conseguirão pronunciar estes nomes).
Nesta foto já vemos ao fundo a Pirâmide do Sol (a maior das duas).E chegada à Pirâmide do Sol.A pirâmide tem 63 metros de altura, e 215 por 215 metros de lado.Sim, é grande.E era domingo, e estava cheia de gente.Da Pirâmide do Sol segui pela Calçada dos Mortos em direcção à Pirâmide da Lua.E ao caminharmos na calçada vamos sempre a ver a Pirâmide.Para aqueles que sao versados em Nahuatl, têm aqui a explicação.E a melhor vista do lugar é a que temos da Pirâmide da Lua, pois podemos admirar toda a área.Podemos ver aqui a Calçada dos Mortos.

E à saida encontrei isto. Isto são os "Voladores de Papantla", tipicos do México. Cada homem tem uma corda que liga as suas pernas ao topo do tronco de madeira, numa espécie de roldana, e ao mesmo tempo que vão tocando flauta de pernas para o ar, a roldana vai rodando, e ao mesmo tempo os homens vão descendo. Segundo a tradição, a roldana tem de rodar 365 vezes (tantas como os dias de um ano) até os homens atingirem o chão.
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É dificil abandonar o Belize, mas é fácil chegar à Cidade do México


Após um pouco mais de duas semanas, consegui, não sem um grande esforço, abandonar a "minha" cabana no Belize e seguir em direcção ao México.

Embora os preços em Caye Caulker me estivessem a saquear o orçamento, estava disposto a lá permanecer um pouco mais tempo, na minha dura e dificil ociosidade; mas nesta altura já tinha tomado a decisão de acabar a minha viagem na América Latina e voltar para a Europa, não para Portugal, mas para a Alemanha - decisão que me custou 2 segundos de reflexão, momentânea e irresponsável como quase todas as outras, e igualmente prazerosa.

E como estava com o tempo contado, decidi seguir directamente para a Cidade do México, no que foi a minha última grande viagem de autocarro na América Latina (e como foram tantas!!).

E agora a Cidade do México:

A imagem que tinha da Cidade do México era a mesma que tinha de São Paulo, no Brasil - duas grandes e caóticas metrópoles, conhecidas Mundialmente pela sua grande densidade populacional, sendo a Cidade do México a que detinha o record Mundial. Consultando esta informação na net, no site wikipedia, verificamos primeiro que os limites das diferentes áreas metropolitanas de cada cidade não estão claramente definidos, tornando assim dificil fazer comparações.
No entanto, os valores apontados para a Cidade do México são de quase 9 milhões de habitantes, e aproximadamente 20 milhões para toda a sua área metropolitana, sendo considerada a segunda maior área metropolitana em termos de população no Mundo, ultrapassada por Tókio, no Japão, com os seus 30 milhões de habitantes.
Já São Paulo aparece num sétimo lugar, com aproximadamente 19 milhões de habitantes, sendo por isso irrelevante a diferença para a Cidade do México.

E ainda numa última referência a outras Cidades, só dizer que a América Latina é recheada de grandes e caóticas metrópoles, como o Rio de janeiro, São Paulo, Buenos Aires, Lima, Bogotá e Cidade do México, só para citar as maiores, mas no entanto, há uma que se destaca bastante das outras, pois não há nenhuma como ela que nos dê tamanho impacto. E essa cidade é São Paulo; o horizonte a perder de vista recheado de arranha-céus, a quantidade de pessoas nas ruas, e a total falta de silêncio, fazem qualquer outra cidade parecer uma aldeia. E já agora aproveiro para dizer que São Paulo foi a minha Cidade (grande) favorita em toda a minha viagem.

E agora é que é mesmo a Cidade do México, prometo!

E só naquela, ponho aqui a história da cidade em 3 linhas:

 - a cidade foi fundada pelos Aztecas no séc. XIV, com o fantástico nome de Tenochtitlán! Mas já antes por lá tinham andado uns gajos. Depois chegaram os Espanhóis (e ficaram 3 séculos) e depois os Espanhóis foram embora (vá, foram expulsos). Agora são todos Mexicanos.

E sem mais demora, aqui ficam as minhas fotografias da cidade do México:
Esta fotografia e imediatamente outras abaixo desta foram tiradas do terraço do hostal onde estava, no coração do centro histórico da Cidade, numa área chamada de Zócalo.
Ao fundo na foto está a Praça Maior, sempre cheia de gente, sendo também um lugar recorrente para vários tipos de celebrações. Se a nossa estadia na cidade vai ser curta, o melhor é ficarmos perto do centro histórico da cidade, e Zocálo ou uma área circundante é uma optima localização para partirmos na descoberta da cidade do México.Nesta foto já podemos ver os famosos táxis da Cidade do México, que são esses carochas (ou fuscas, como são chamados no Brasil) verdes, com o tejadilho branco. Nesta fotografia vemos ao fundo a Torre Latinoamericana, em tempos o Edifício mais alto da cidade do México, e que merece, e mereceu, uma visita ao seu topo, para admirar a melhor vista da cidade.Aqui está ela.E aqui outra vez. Podemos ver as pessoas no topo...já lá vamos também!E num passeio pelas ruas da cidade, outro taxi! :) E para aqueles que se estão a perguntar se é seguro andar pelas ruas da cidade, eu deixo aqui um cometário: é! Apenas mais uma cidade, que merece os mesmo cuidados que todas as outras grandes cidades.Esta fotografia também é tirada do Zócalo, onde podemos ver à direita a maior e mais velha Catedral da América Latina, e ao lado da Catedral, em frente na foto e junto às pessoas, o Templo Maior, ou as suas ruínas, descobertas em 1978 por mero acaso, e que são obra dos Aztecas.
Parece que os Aztecas construíam um novo templo em cada 52 anos.E aqui estou a falar com o Rafael. Conheci o Rafael em Ushuaia, na Argentina (na realidade conheci-o antes de chegar a Ushuaia, em Rio Gallegos), quando estávamos os dois por lá a "mochilar", e ficámos com o contacto um do outro. O Rafael é da Cidade do México, e como lá viveu a vida toda, conhece a cidade como ninguém. Graças a ele, à sua disponibilidade e amizade, pude conhecer a cidade e alguns dos seus recantos escondidos no pouco tempo que lá estive (uma semana), nos nossos famosos tours kamikaze pela cidade. Obrigado Rafael, por seres meu amigo, e por teres sido um guia fantástico. Espero um dia poder ter o prazer de te receber aqui no velho continente. E como disse, aqui estava a falar com o Rafael, no que foi o início do nosso primeiro dia do Tour Kamikaze...e acreditem, que foi mesmo kamikaze! Mais à frente mostro algumas fotos do tour.Não é meu costume, e penso que foi a primeira vez em toda esta minha viagem, que fiz um citybus tour...havia uma paragem mesmo em frente ao meu hostal, e enfim, tantas vezes lá passei...mas valeu a pena, dá para vermos um pouco mais a cidade.E enfim, são apenas algumas fotos que ia tirando no autocarro, que admito têm pouco interesse.E como podem ver, o Jesus também está na Cidade do México.E agora, algumas fotos da minha subida à torre Latinoamericana:
Daqui podemos ver o centro histórico, e ao fundo a Praça Maior.

Este Edificio é o Palácio das Belas Artes.

E para o tour kamikaze, o Rafael pediu a ajuda do seu amigo Jorge, Taxista da Cidade do México, mais conhecido por "El Galleto". Aqui podemos ver os famosos Mariachis; nesta Avenida encontramo-los aos montes, quer seja à beira da estrada a perguntar a quem passa se quer os seus serviços, ou apenas à espera que alguém lhos peça.
Se a memória não me falha (e no meu caso ela quase sempre falha), este lugar chama-se Xochimilco. Ainda vou confirmar isto com o Rafael.
Aqui a maior parte dos turistas são Mexicanos, e a maior atracção deste lugar são os canais e os tipicos barcos coloridos, onde por um preço bastante razoável podemos navegar pelos canais, com refeição e banda musical de Mariachis.

Na foto vemos o Rafael e a Yvonne. A Yvonne é a razão porque estou agora na Alemanha. Ela estava a dar uma volta ao Mundo sozinha, com maior incidência na América Latina, e conhecemo-nos e apaixonámo-nos, e decidimos voltar os dois para a Alemanha, não só por ela ser Alemã, mas também.

Aqui vemos os barcos em fila; neste dia estava tudo muito sessegado, pois era um dia de semana. Parece que nos fins-de-semana é dificil encontrar um barco parado.É mais ou menos como as Gôndolas em Veneza, mas com a vantagem que aqui é mais barato ( porque em Veneza, se quisermos andar numa Gôndola, temos de nos prostituir, juntamente com toda a nossa familia e amigos, durante 20 anos, para conseguirmos arranjar o dinheiro para pagar um trajecto de 5 minutos para 2 pessoas - isto se formos bonitos e asseados).Foto do grupo do tour Kamikaze. Como estávamos com fome, e queríamos provar coisas típicas, o Rafael levou-nos a jantar num dos muitos e bons restaurantes onde os Mexicanos comem.

E o Rafael e o Jorge, como bons Mexicanos, mostraram-nos como se come os famosos Tacos recheados de picante - para o Europeu que está habituado a algum picante, convém pôr 1/20 do que um Mexicano pôe. E o que estamos a beber são as famosas Micheladas, feitas com cerveja, lima, e sal. Extremamente aconselháveis.E a finalizar, não podia faltar a Tequila!

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Hol Chan Marine Park, outro mergulho famoso no Belize


O Belize está cheio de mergulhos famosos, e a dificuldade está em escolher qual deles fazer.








Mostro-vos aqui o meu segundo dia de mergulho, a Norte de Caye Caulker, numa reserva marinha com o nome de Hol Chan Marine Park.



Fishy, Fishy!!
Como vos disse no post anterior, esqueci-me de pôr a função subaquática na câmara, daí que as fotos estão com menor qualidade, assim com um azul mais brilhante. Epá, estou cá desconfiado que este peixe é um Mero.Neste local há muita vida marinha, incluindo várias espécies de tubarões, mas esta foi a única espécie de tubarão que vi. Não sei se a tradução é a correcta, mas seria talvez o tubarão enfermeiro? :) se alguém souber, ponha a dica aí nos comentários.AAmmmmmmmm!!!E subida para o barco.
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Blue Hole e outros mergulhos no Belize: Fotos/Localização/Explicação do tour

Foto aérea do Blue Hole.

Como referi no post anterior, o Belize é famoso por ter dos melhores e mais famosos lugares de mergulho do Mundo. No tempo que permaneci em Caye Caulker fiz dois dias de mergulho, totalizando 5 mergulhos, 3 num dia e 2 noutro.

O mergulho mais famoso do Belize, cotado como um dos melhores do Mundo, é o famoso "Blue Hole", ou Buraco Azul.

O "Blue Hole" fica situado no recife de "Lighthouse", sendo um "poço" circular e com mais de 120 metros de profundidade. O "poço" foi formado devido ao colapso do tecto da caverna subterrânea, e foi estudado por Jacques Cousteau em 1984, ficando famoso a partir daí.

Para fazer este mergulho convém ter alguma experiência, bem como qualificações, pois no mergulho atingimos os 40m de profundidade.

Este foi o meu primeiro dia de mergulho, e além do Blue Hole fazemos mais dois mergulhos nas redondezas do recife de Lighthouse, num lugar chamado "Half moon Caye", descendo dois muros de recife, que são mais divertidos e a meu ver melhores que o próprio Blue Hole, pois devido à profundidade a luz é muito fraca e pouco temos que ver. Além de que o mergulho é extremamente rápido, pois a profundidade é grande e pelas regras de segurança não podemos ficar muito tempo.

Para os meus mergulhos aluguei uma câmara digital com protecção para a água, mas por não estar habituado a ela, e por não ter seguido os conselhos da Senhora que me a alugou, no sentido de praticar antes de fazer o mergulho, não tirei nenhuma foto do primeiro mergulho, no Blue Hole; tinha a câmara na função de ver as imagens anteriores e não consegui, ou não dava para mudar essa função debaixo de água.


E aqui vão as fotos:
Profundezas do Blue Hole. Podemos ver as Estalactites da caverna.

Aqui estou eu no barco a preparar-me para o mergulho.

E enfim, uma pessoa diverte-se.

O meu grupo de mergulho tinha aproximadamente 16 pessoas, mas estavamos divididos em 2 grupos de mergulho.

Olá.

Glu Glu, Glu!

:)



Subida para o barco.

E eu com a Yvonne.

Gluolá!

E a Yvonne nas suas acrobacias.

E um peixe muito estranho!E feio!

O recife de Lighthouse fica a 3 horas de barco de Caye Caulker, pelo que passamos uma grande parte do tempo dentro do barco. Esta imagem mostra uma Caye minuscula, com espaço apenas para uma árvore e uma pequena casa de madeira.

Paragem para almoço, numa pequena ilha, reserva natural do Belize.



Neste dia estava um pouco de vento e o mar também estava um pouco agitado fora da protecção do recife. Mas enfim, não estava tanto vento como ficou um Mês depois de sair de Caye Caulker, pois a ilha foi evacuada devido ao furacão.
Espero que a cabanita onde fiquei não tenha sido destruida.
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